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Adeus Breaking Bad

Saiba porque as cinco temporadas de Breaking Bad fizeram tanto sucesso

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Foto: Divulgação

 

Há pouco menos de um mês do último episódio de “Breaking Bad”, você, que acompanhou a série desde o início, ainda deve estar sob algum tipo de efeito como yo bitch!

 

Estreada em 20 de janeiro de 2008, dividida em cinco temporadas criadas por Vince Gillingan, a história do “subestimado” professor de química Walter White (Bryan Cranston) e seu parceiro Jesse Pinkman (Aaron Paul) infelizmente chegou ao fim.

 

Uma montanha russa de emoções, sentimentos de amor e ódio, piedade e vingança e principalmente, confusão mental, por certos momentos não saber de qual lado ficar, te acompanharam enquanto assistia a cada 45 minutos da série.

 

Episódios maravilhosamente bem escritos, dirigidos, cheios de bons diálogos, fotografias no estilo western de tirar o fôlego e trilhas de fazer você correr pro Youtube pesquisar a banda no final de cada capítulo.

 

“Breaking Bad” foi muito mais que uma série bem aclamada e premiada, foi uma nova maneira de contar história percorrendo todas as vertentes de estilos cinematográficos.

 

Uma história completa, ora humana, ora desumana. Ora divertida, ora tensa. Ora obscura, ora dramática. Você chegou ao ponto de amar cada personagem em certo momento e, em outro, sentir ódio e vontade que ele morresse. Mas, independente de cada sentimento, a adrenalina de querer ver mais e mais nunca acabou.

 

Pra quem ainda não viu e deseja se render aos encantos de Breaking Bad, a série foi produzida e se passa em Albuquerque, Novo México. Walter White trabalha de manhã como professor de química para o ensino médio e à tarde num lava rápido. Sua esposa Skyler (Miranda Lambert) está grávida e seu filho Walter Júnior, ou como prefere ser chamado, Flynn (RJ Mitte) sofre de paralisia cerebral.

 

Quando Walter é diagnosticado com câncer de pulmão terminal, se vê em meio ao desespero de partir e deixar sua família na miséria. É então que, ao encontrar inusitadamente um ex-aluno que comercializa metanfetamina, sem ter nada a perder, decide cozinhar dentro de um trailer a mais pura droga em troco do dinheiro suficiente para salvar sua família, sem que ninguém jamais desconfie a natureza dele.

 

A droga faz tanto sucesso por ser a mais pura e azul metanfetamina de Albuquerque, que traz um retorno financeiro extremamente significante, entretanto, um caminho de crimes e transformações sem volta tanto para Walt – Heinsenberg, Jesse Pinkman e todos à sua volta.

 

Para ajudar, seu amigo e cunhado Hank Schrader (Dean Norris) trabalha para o D.E.A. (Força Administrativa de Narcóticos) e não pode jamais desconfiar de seu novo “negócio”. A partir daí, são personagens, muitos vilões, alguns inocentes, experiências e momentos inesquecíveis que vão aparecer em cinco completas e inteligentes temporadas.

 

Bryan Cranston, em uma entrevista explicou que "o termo 'breaking bad' trata-se de uma gíria do Sul que significa que uma pessoa se desviou do caminho correto e passou a cometer erros. E isto aplica-se tanto a um dado momento quanto a uma vida inteira".

 

Mais que isso, “Breaking Bad” explora a teoria das cores, que varia de acordo com a predominância de emoções que vão acontecendo durante a história. Existe uma cartela de cor para cada episódio:

 

Foto: Divulgação

 

*Se você ainda não viu a série, pule esta parte, ela contém spoilers!!!

 

Cada cor de roupa, cenário e ambiente tem seu significado na série. O azul que é a cor da lealdade e tristeza é usado por Skyler.  Amarelo é a cor da precaução e da metanfetamina, cores prevalecentes em Jesse, Gus, Gale, Crazy 8 e os personagens mais ligados à metanfetamina.

 

O marrom é usado por Hank praticamente do início ao fim, que significa coragem, força, decência e integridade. Marie, que busca uma vida tranquila, usa o roxo, que transmite segurança e proteção. O verde que é muito usado por Walter e Saul, tem o significado de ganância e ambição. A própria Skyler começa a usar verde a partir do momento que começa a lavar o dinheiro de Walt.

 

O preto que significa morte, luto e poder é usado tanto por Mike, Walter (quando se torna Heisenberg) e Hank. Jesse também usa preto durante o período que trabalha para Mike. Marie usou preto nos três episódios que antecederam a morte de Hank.

 

O vermelho é usado por Walter, Jesse e Hank em momentos sangrentos e de violência. O controle do carro que Walter acionado no último episódio para exterminar os nazistas, também é vermelho.

 

A empresa do casal que o Walter tanto despreza chama GREY Matter Technologies, cinza é a cor que simboliza a depressão. Enfim, o nome do personagem principal – Walter WHITE. Branco é a junção de todas as cores, e ele transita por todos os possíveis sentimentos, tanto os positivos quanto os negativos.

 

Vale ressaltar que nenhum personagem usa a mesma cor o tempo todo, tudo varia de acordo com o momento de cada um, mas existe uma predominância entre eles.

 

Mais uma curiosidade é o total de 62 episódios. 62 é o número atômico do Samário, que é usado no tratamento de câncer de pulmão. Existe uma infinidade de ligações entre números, símbolos da tabela periódica, letras de cada trilha e significados para os nomes de cada episódio.

 

Correm comentários de uma outra interpretação do episódio final, entretanto, quebrando uma quarta parede e olhando pra plateia, acredito que o diretor usou mesmo um estilo Davi Lynch do final – faça sua própria interpretação e seja feliz.

 

Foto: Divulgação

 

A novidade é que “Breaking Bad” terá uma nova série sequência, também produzida por Vince Gilligan (uhulll!) que será exibida no canal AMC, e contará a história do extravagante “advogado do diabo” Saul Goodman, com o adequado nome de “Better Call Saul”, interpretado por Bob Edenkirk, que entrou na segunda temporada da série.

 

Os episódios mostrarão num ar mais cômico e menos violento, como Saul Goodman chegou até a posição de advogado do Mr. White.

 

Foto: Divulgação

 

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/sobre o autor

Favo_signature Bruna Ayalla

Bruna Ayalla, 26 anos, é paulistana e trabalha como designer gráfico e assistente de direção. É blogueira, virginiana, corintiana sofredora e fã incontestável de comida japonesa. Formada em Produção Audiovisual, tem como objetivo ser roteirista e diretora de filmes, ter um centro cultural que também funcione como ONG e criar uma HQ incrível! Além disso, é fã de Scorcese, Tarantino, Hitchcock, Wood Allen, Coppola e Aronofsky. Como toda cinéfila, também não vive sem uma câmera fotográfica a tira colo, afinal, as melhores fotos são as imprevisíveis.

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